segunda-feira, 23 de julho de 2018

UM PRESIDENTE HONESTO


Wenceslau Braz foi eleito presidente do Brasil em 1914 e recebeu um país com uma “herança maldita” – a economia em situação vexatória e corrupção campeando. O país era comandado por um senador, Pinheiro Machado que manipulava o poder nos bastidores. Wenceslau só foi eleito por conta de seu apoio e, por isso sua aprovação era muito baixa na opinião pública.

Mas novo presidente não aceitou nenhuma indicação para ministérios feita por Pinheiro Machado, reduziu pela metade o próprio salário, ia para o trabalho com seu próprio carro, parou com as festas no palácio do Catete (a capital do país era Rio de Janeiro naquela época), aboliu as remunerações extras que deputados e senadores recebiam quando das reuniões extraordinárias do congresso, proibiu seus familiares de usarem transporte oficial e tomou outras atitudes que, se bem não resolviam o problema da economia, lhe deu moral e apoio popular para fazer reformas necessárias.
Apesar de enfrentar crises atrozes no país (como a guerra do Contestado no sul) e fora dele (Primeira Guerra Mundial), cercou-se de ministros probos, cuidadosos com o bem público, sérios e honestos tais como Pandiá Calógeras e Sabino Barroso. Também investiu com força na educação – criando concursos públicos para professores, p. exemplo.

Ao deixar o poder (aprovação popular altíssima), retirou-se para a vida particular morrendo aos 98 anos. Rodrigues Alves, seu sucessor, recebeu o Brasil, com a economia recuperada. Enfim em uma gestão de 4 anos Wenceslau Braz mostrou que é possível mudar.

Seu exemplo nos mostra três coisas:
1.       É possível mudar.
2.       É possível voltar ao que era antes já que a corrupção voltou a dominar.
3.       Por mais bem intencionado que um líder possa ser, a mudança só ocorre se todos a tomarem em suas próprias mãos.

Assim, brasileiros, não deixem o governo para os políticos. Precisamos deles, indubitavelmente, mas não podemos deixa-los à própria sorte. Senão o país seguirá neste rumo de tristeza para nós, gente comum e alegria para eles, que estão matando a galinha dos ovos de ouro.

Há muita preocupação em torno de quem será o próximo presidente. Nós nos dividindo em acusações fúteis, demonizando “coxinhas” e “petralhas”, e, enquanto brigamos entre nós, deputados federais e estaduais, senadores, vereadores e demais representantes do povo fazem seus jogos nos quais eles não perdem, apenas ganham. O país não é governado pelo presidente, que é manipulado pelo congresso e, por sua vez, manipula o congresso com o nosso dinheiro. E com os nossos direitos.

Tomara tenhamos condições de ter um novo Wenceslau, e que estejamos a seu lado para não permitir o retorno da assembleia de crápulas.

Recebam o meu abraço esperançoso, Aureo Augusto.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

BIBLIOGRAFIA DAS AULAS 4 e 5 DO CURSO MEDICINA DA VIDA fase 2 - Menopausa


Aula 4 e 5 bibliografia
1.    ALBEAUX-FERNET, M., GREENBLATT, R. B., VAN KEEP, P. A. (editores), Consenso Relativo às Investigações Sobre a Menopausa – Um Sumário da Opinião Internacional, Relatórios dos grupos de trabalho do I Congresso Internacional sobre a menopausa (La Grande Motte, França, 1976, sob os auspicios da Sociedade de Geriatria Americana e Faculdade de Medicina da Universidade de Montpellier).
2.    Ali, Ayaan Hirsi, Herege, Porque o Islã Precisa de uma Reforma Imediata, Cia das Letras, São Paulo, 2015.
3.    ALMEIDA, Mara Zélia, Plantas Medicinais, 3ª edição, Salvador-BA: EDUFBA, 2011.
4.    ALVES, Décio Luis e SILVA, Célia Regina, Fitohormônios – Abordagem Natual da Terapia Hormonal. São Paulo: Ed. Atheneu, 2002.
5.    BALBACH, Alfons, As Plantas Curam, São Paulo: Ed. A Verdade Presente.
6.     BARATA, Rita Barradas. Como e Por que as Desigualdades Sociais Fazem Mal à Saúde. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009.
7.    BASTOS, Maria Helena, Sorria – Você Está na Menopausa. São Paulo: Ed. Graund, 2001.
8.    Béliveau, Richard e Gingras, Denis, Os Alimentos Contra o Câncer, Vozes, Petrópoles-RJ, 2007.
9.    CARPER, Jean, Alimentos, o Melhor Remédio Para a Boa Saúde, 12ª edição. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1995.
10.Conger, John P., Jung & Reich, O Corpo Como Sombra, Ed. Summus, São Paulo-SP.
11.Couto, Rita Cristina C. de M., Eugenia, Loucura e Condição Feminina, Cad. de Pesquisa, Fundação Carlos Chagas, pg. 52-61, ago. 1994.
12.Eisler, Riane, O Cálice e a Espada, Ed. Imago, Rio de Janeiro-RJ, 1987.
13.Ginecologia, Guia de Formulações Magistrais. Salvador-BA: Farmácia Homeopática Flora, 2002.
14.Índice Terapêutico Fitoterápico (IPF), Ângela Lima (editora científica), EPUB, Petrópoles-RJ.
15.LAMBERT, Eduardo, Os Estados Afetivos e os Remédios Florais do Dr. Bach. São Paulo: Editora Pensamento, 1991.
16.Leloup, Jean-Yves, O Romance de Maria Madalena, Verus, Campinas-SP, 2004.
17.Leakey, Richard E., Evolução da Humanidade, Ed.Un. de Brasília, Ed. Melhoramentos, São Paulo, SP.
18.Lezaeta, Manuel, La Medicina Natural al Alcance de Todos, Kier, Buenos Aires-Argentina (no Brasil pela Hemus), 2003.
19.Lowen, Alexander, O Corpo em Terapia, Summus Editorial, São Paulo, SP.
20. Luz, Maria de la, e Pino, Eduardo, El Arte del Equilibrio Erótico, Ed. Planeta, Santiago de Chile.
21.Malinowski, Bronislaw, A Vida Sexual dos Selvagens, Ed. Franciso Alves, São Paulo, SP.
22. MARKALE, Jean. As Três Faces da Mulher Celta, Revista Correio da UNESCO, fev. 1976, Ed. Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, RJ.
23.Owein, Lara, Seu Sangue é Ouro, Resgatando o Poder da Menstruação. Rio de Janeiro: Ed. Rosa dos Tempos.
24.SAN MARTÍN, Pabla Pérez, Manual Introductorio a la Ginecologia Natural, 3ª edição. Santiago, Chile: Ed. El Cometa Ludo, 2015.
25.TRIEN, Susan Flamholtz, Menopausa – A Grande Transformação, 2ª edição. Rio de Janeiro: 1991.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

TERAPÊUTICA nos casos de problemas na MENOPAUSA - resumo


Estou dando um curso online gratuito sobre Neo-hipocratismo ou Naturopatia com uma pegada bem forte de práticas integrativas. Na primeira fase do curso (11 aulas) tratei aspectos básicos e imprescindíveis para a compreensão das práticas integrativas em geral e da Naturopatia em particular. Já a segunda fase versa sobre determinadas enfermidades e seus tratamentos respeitando o fato de que não podemos receitar sem examinar a pessoa.

Menopausa foi o tema das aulas 4 e 5 da segunda fase. Assunto que toca aspectos físicos, sociais, emocionais, sistema de crenças etc. e que deve chamar a nossa atenção independente de sexo ou idade. Por ser muito extenso e para contribuir a uma abordagem mais ampla, apresento o texto que se segue com um resumo da terapêutica a ser aplicada naqueles casos em que se faça necessária.

Como registrei nas aulas insisto que o corpo da mulher faz uma longa preparação para este momento tão especial. Os ovários reduzem lentamente (mas não cessam completamente) a produção de estrógenos, já que a função reprodutiva da mulher já não é mais indicada devido à idade e as alterações psico-morfológicas que ocorrem neste momento. Muitos dos ditos “sintomas da menopausa” são derivados apenas ao fato de que a mulher não é mais tão jovem (e ocorrem também nos homens). Sendo assim, a menopausa nunca deve ser vista como uma doença e sim como um momento de culminância das mudanças que a vida traz e para o qual o organismo se prepara. Esta preparação é prejudicada por variados fatores (fumo, stress, ansiedade, hábitos nutricionais, sedentarismo, autoestima baixa...) e cabe a nós cuidar para minimizar tais efeitos indesejáveis. Muito do que se diz que é característica da menopausa não o é. Trata-se dos distúrbios derivados de hábitos e crenças que impedem ou dificultam funcionamento adequado do ser.

Não me demorarei mais nisso, uma vez que já foi explicitado no curso no YouTube e porque este texto é para dedicar-se aos casos em que há real necessidade de intervenção terapêutica.
Neste blog já fiz algumas postagens que tratam deste assunto, eis os links:
Leia-os para complementar o que explico nas aulas. Abaixo um pouco da terapêutica:

HIDROTERAPIA E GEOTERAPIA:
Os fogachos (ondas de calor) têm excelente resposta com a frotação (baixe gratuitamente o Manual de Procedimentos digitando – bit.ly/manualdeprocedimentosnaturistas – e veja ali como se faz esse e os demais procedimentos a seguir) pela manhã ao despertar.
Os banhos de assento frios, por 10 minutos a meia hora, são calmantes e propiciam um bom sono.
A faixa úmida abdominal gelada, por meia hora a uma hora, é maravilhosa para o aparelho digestivo como um todo, pode ser aplicada durante uma refeição quando ocorrem sintomas digestivos de qualquer ordem. Contribui para melhorar a permeabilidade intestinal, e para uma microbiota mais saudável. Dessa maneira o fígado pode ajudar ao organismo da mulher neste período de mudanças.
O banho genital, por 10 minutos a meia hora, com água gelada, é mais específico, ampliando a circulação na genitália interna e externa, nutrindo-a e purificando-a. Seus efeitos são impressionantes. Faça e fique entusiasmada com este procedimento. Pode ser feita ao deitar-se e ter relações sexuais depois deste banho é bastante recomendado, caso tenha vontade (e algumas mulheres referem aumento da libido).
A cataplasma de argila (barro) ao ventre é um regenerador dos órgãos internos, além de contribuir para a redução das temperaturas internas favorecendo a ação das enzimas – substâncias que fomentam as reações metabólicas – e o desenvolvimento de uma microbiota saudável. Dá um pouco de trabalho de início, mas quando a pessoa pega o jeito, é simples e os efeitos são maravilhosos.
Não deixem de ler no Manual de Procedimentos a parte inicial aonde explico os cuidados que devemos ter para que os mesmos funcionem adequadamente. Para mim a hidroterapia e a geoterapia são a melhor terapêutica que existe. Veja as aulas da fase 1 sobre o tema (https://youtu.be/3xIZvZAGCJ0 e https://youtu.be/_ZPj4hpFPGI).

FITOTERAPIA
A fitoterapia deve ser prescrita por alguém que conheça. Devemos fugir da ideia de que a fitoterapia é completamente inócua e que podemos usar em grande quantidade, pois mal não faz. A dose deve ser respeitada. Veja a aula de fitoterapia na primeira fase do curso (https://youtu.be/BP4OkGTxsp8).

Em seguida a lista de algumas plantas usadas quando a menopausa vem acompanhada de problemas. Temo que não seja correto explicitar aqui as dosagens dos fitoterápicos por razões éticas, porém me disponho a passar estas doses para os profissionais de saúde que me procurarem.
Certas plantas contêm substâncias chamadas de fito hormônios e bioflavonóides. Elas são parecidas com os hormônios (ou têm efeito similar) e por isso ocupam receptores celulares na membrana das células. Quando uma mulher (ou um homem) tem excesso de um hormônio, estas substâncias competem pelos receptores e assim os hormônios não conseguem atuar tão intensamente, pois o fitohormônio é menos ativo. Já nos casos em que há falta de hormônios os fitohormônios estimulam os receptores fazendo a célula funcionar.
Igualmente, as plantas podem conter substâncias que contribuem com a mulher nesta fase minimizando alguns sintomas e sinais que possam acontecer, aliviando-os (depressão, dores, osteoporose etc.). Vejamos:

# Esta combinação é fácil de fazer em casa: 40g de folhas secas de amora, com 200g de sementes de linhaça moída (informo a quantidade porque é algo nutricional). 1 a 2 colheres de sopa por dia. A combinação dos fitohormônios e bioflavonóides aqui é excelente.
# Outra combinação fácil é soja, linhaça e gergelim em partes iguais. Tosta e pulveriza. 1 a 2 colheres de sopa por dia. O uso destas combinações é o de alimentos nutracêuticos.
# Cimicífuga racemosa (Black Cohosh), extrato seco padronizado a 8%.
# Maca (Lepidium peruvianum), encontrado em extratos nas farmácias.
As indicações acima podem ser combinadas com Extrato padronizado de diosgenina, em óvulos vaginais a serem usadas quando há ressecamento vaginal.
# O gel transdérmico de Yam mexicano, para passar no tórax, braços, peitos, abdômen, coxas alternando cada uma dessas partes, pode ser um complemento excelente.

Nos casos em que há necessidade de intervenção na área psíquica podemos pensar em:
CamomilaMatricaria recutita – calmante. Folhas e flores em infusões.
Erva-de-são-joãoHypericum perforatum – Bem eficiente nos casos de depressão. Só pode ser comprada com receita médica.
MelissaMelissa officinalis – Também conhecida como erva-cidreira, o chá é calmante leve.
Passiflora, Passiflora incarnata – Encontramos em várias medicações fitoterápicas. Mas podemos fazer o chá da folha, é calmante e ajuda nos casos de insônia. E pode ser combinado com folha de mangueira e de laranjeira.
ValerianaValeriana officinalis – relaxante, ansiolítica, ótima para dormir. É melhor usar como medicação fitoterápica.
#Havendo osteoporose: lembrar que atividade física é essencial! Nem pense em usar plantas ou alimentação sem atividade física. Lembrar também que a vitamina D permite a absorção intestinal de cálcio e seu uso pelo osso.
Suco de couve, limão e melaço - ponha no liquidificador 2 ou 3 folhas de couve com 1 ou 2 colheres de sopa de melaço e 1 copo de água. Côa e depois acrescenta suco de 1 limão.
Pasta de gergelim – uso nos alimentos, é riquíssima em cálcio (não coma em todas as refeições, pois o excesso de cálcio inibe a absorção de ferro).

OBS: Helioterapia – ou seja uso do sol. Banhos controlados quanto ao tempo entre as 10 e as 15 horas. Começar com pouco sol e ir aumentando aos poucos. Não pode despelar! Veja a aula da fase 1 : https://youtu.be/3xIZvZAGCJ0.

ALIMENTAÇÃO
É indiscutivelmente o principal. Preferencialmente deve começar a ser praticada muito antes da menopausa. Aqui não me deterei no tema, porque tenho tratado dela na primeira fase do curso Medicina da Vida (). Numerosos estudos mostram que populações que consomem fitohormônios e bioflavonóides (linhaça, soja, por exemplo) regularmente têm menos fogachos, menos depressão, menos osteoporose.
As verduras cruas são maravilhosas, pois além das substâncias citadas que podem conter, nos oferecem vitaminas e minerais em profusão cujo efeito é uma melhor preparação orgânica para a menopausa (em particular) e para a velhice em geral. Lembre-se que o melhor cálcio é aquele absorvido até os 12 anos. Mas isso não quer dizer que quem nadou em refrigerantes até esta idade está condenado. Sempre há tempo de recuperar-se, mesmo que não completamente. Certas folhas pouco valorizadas são maravilhosas, a beldroega, por exemplo contém grande quantidade de ômega 3, tão necessário e pouco presente na alimentação atual.
Cereais integrais e leguminosas (feijões), ovo, iogurte e coalhada, também devem fazer parte de nossas refeições.

O texto ficou grande e incompleto (claro), mas espero que te incentive a estudar o tema.
Beijos de Aureo Augusto.

sexta-feira, 11 de maio de 2018


BIBLIOGRAFIA DAS AULAS 1 e 2 DA SEGUNDA FASE DO CURSO MEDICINA DA VIDA


1.    7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Volume 107, no 3, supl. 3, setembro, 2016. www.arquivosonline.com.br
2.    BALBACH, Alfons, As Plantas Curam, São Paulo: Ed. A Verdade Presente.
3.     BARATA, Rita Barradas. Como e Por que as Desigualdades Sociais Fazem Mal à Saúde. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009.
4.     Barnard, Julian. Um Guia Para os Remédios Florais do Dr. Bach. São Paulo: Ed. Pensamento, 1979.
5.    COLLEN, Alanna, 10% Humano, Como os Microorganismos São a Chave para a Saúde do Corpo e da Mente. Rio de Janeiro: Ed. Sextante, 2016.
6.    Dahlke, Rüdiger e Dethlefsen, Thorwald, La Enfermedad Como Camino, Ed. Plaza y Janes, Barcelona, España.
7.    EPICURO, Carta a Meneceu (da Felicidade), Ed. Universidade de Brasília.
8.     EPCTETO, A Arte de Viver.
9.    FONSECA, Carlos Alberto da, Plantas Medicinais da Bahia, vol I. Salvador-BA: Ed. Particular, 2006.
10.Inventário de Plantas Medicinais do Estado da Bahia (responsável técnico: Carlos Alberto da Fonseca), SEPLANTEC, Governo do Estado da Bahia, 1979.
11.Lezaeta, Manuel, La Medicina Natural al Alcance de Todos, Kier, Buenos Aires-Argentina (no Brasil pela Hemus), 2003.
12.Ornish, Dean, Amor & Sobrevivência, Rocco, Rio de Janeiro-RJ, 1998.
13.Pollan, Michael, O Dilema do Onívoro, Uma História Natural de Quatro Refeições, Intrínseca, Rio de Janeiro-RJ, 2007.
14.SCOLNIK, Jaime, Cura Pela Medicina Naturista. São Paulo: Ed. Círculo do Livro/Cultrix, 1986.
15.Stern, Claudia, Remedios Florales de Bach, Lugar, Buenos Aires-Arg, 1992.

quinta-feira, 8 de março de 2018

DIA DA MULHER


Não foram muitas as mulheres em minha vida, mas têm sido de tal qualidade que posso dizer que muito do que sou de melhor a elas devo, sem desmerecer alguns homens (como pai e irmãos). Digo alto para que todos ouçam: Foram as mulheres, mais do que qualquer outro gênero, coisa, objeto, instituição etc. que mais fizeram de mim o que de melhor se fez em mim.

Não deveria existir dia do Índio, ou dia do mulher, ou dia da consciência negra e coisas assim, pois aquilo que merece um dia, merece-o porque deveria ser celebrado (e, obviamente, respeitado) todos os dias. Mas nós temos incompetência celebrativa, daí preferimos sofrer a dor de não reconhecer todo o tempo a beleza que todos nós somos em nossa maravilhosa diversidade.

Já que preferimos isso, celebremos o que podemos e enquanto não nos transformamos um pouco mais, para nos tornar cada vez mais o que em realidade já somos. E para que um dia sejamos mais nós mesmos, sejamos em nós a mulher que em nós é.

Hoje e sempre!

Que a mulher possa manifestar-se cada dia mais enquanto nada mais nada menos do que o que ela é (e merece). Grato!
Aureo Augusto

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

MEU ANIVERSÁRIO, FIM DO DIA ESCREVI E PARTILHO:

                BRISA LEVE DO TEMPO
Talvez uma brisa leve
Isso são os anos passando...
Dessa perspectiva
As tempestades absorveram-se a si
Desde o passar do tempo
O tempo desfaz como faz.

Reconheço-me: bobo como uma noz
Infinito como a redondez de um côco
Desse lugar alto que o tempo me pôs
Descubro-me além do tempo
E não sei bem o quão anacrônico
Pode configurar-se o configurado
Como esperado, feito, conforme.

Toca-me saber que não tenho tempo
                               Não há tempo
                               Não falta tempo
                               Sou o tempo e,
Sou parte do que falta no tempo
E de alguma forma não tenho idade
Nesse espaço em que uma antiga serpe
Dobrou-se sobre si, mordeu a cauda
Engole-se a si desde o princípio.

Sou o coração dos jovens, seus desejos e sonhos
Isso sou, com aquela alegria das cirandas
E o cerne dos idosos fortalece-me, pois que
Sou a alma dos idosos em seus desejos e achaques
As estrelas brilham sobre a minha cabeça
A noite me remete aos prazeres da noite
E quanto nasce o dia os pássaros
Me contam suas lendas...
Sou e nada, danço com a dor e a morte
Todos os dias e algumas noites;
Assim também sou a alegria das crianças
Alegria que faz de mim o que sou
Mais que as dores, mais que a morte
Ou a História, mais que tudo aquilo que aprendi
Mesmo aquilo que aprendi com o olhar de meu pai
E a placidez de sua mão forte ou a palavra de minha mãe
E a prolixidade de sua rica cozinha
Enquanto instrumento de carinho.

Enfim... constato:
O tempo passou, vivi
Mas a rigor nada de tanto assim
Ou mais eu aprendi.
Vivi, e?
Viver é a única resposta
Para a pergunta que não merece ser formulada.

Aqui estou
Que venha a mim o Universo!

                               Aureo Augusto, Vale do Capão, 17/1/18.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

CAMINHANDO NO VALE

Tenho caminhado pouco. É tanta coisa pra fazer que acabo não fazendo o exercício que mais gosto, depois de rachar lenha.

Constatei e decidi ir ao posto a pé. Quatro quilômetros já é alguma coisa. E esse algo é doce ao gosto de cheirar o mato, ouvir a música da minha gente: “Ei Dôtô, quer carona? Não, tô a fim de caminhar”. “Ei cadê o sapato? Cansa menos descalço e além disso é economia da boa (risos dos dois lados)”. Uma canção na alma, mesmo que não na rima.

No meio do caminho encontro o prazer da pele e do riso, abraço Patrícia, e ouço dela que nunca mais me viu e de mim pra ela o mesmo e de volta que é bom, pois nunca mais adoeceu e Jaci sai correndo pra me gritar alegre bom dia e botar pra dentro o cachorro traquina.

Chego ao posto e o povo já na espera (inda faltando bem tempo pra abrir, que é às oito), o povo ri de mim, como sempre ri e é saboroso escutar os olhos da gente celebrando minha criancice.


Em 6/12/17. Recebam um abraço caminheiro.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

LIVRES PARA A PRISÃO


Somos livres
Este é o apanágio da humanidade
Somos livres e isso é desgastante
É uma pesada carga a suportar:
O que isso nos trás de responsabilidade.

Vai daí, criamos deuses, criamos Deus
Criamos regras, legislamos, normatizamos
Elaboramos milhares de linhas, siglas, campos
Marcamos lugares, fatos, limites, esses meus
Aqueles seus, foi assim que alimentamos
As prisões, penduramos nossas almas em grampos!


Em 24/11/17

domingo, 22 de outubro de 2017

ABANDONO

                      ABANDONO
A água abandona a nascente
E faz o córrego, o rio, vive o oceano
Deve ser algo parecido com filhos e pais
Que não se fazem lago ou oceano, mar
Se a pais não dizem adeus inda que seja no pensar;
E assim abandonei a casa onde nasci
Que me viu crescer, o bairro, ninho de amigos
Lugar em que vivi a vida feita de ruas
Para pés descalços, molequeiras, arraias, pião
Fura-pé, guerrô, guiador, briga de turmas
E o tempo deu seu jeito de passar...

Recebi carta de minha mãe
Querendo notícias do filho que
Do jeitinho de água da nascente
Se foi, se foi longe, como água de nascente
Oceanizou-se como água de nascente
Recebi a carta naquela letra boa
Da gente de antigamente que escrevia com letra boa
Caneta tinteiro, mata-borrão, cuidada
Escrita no verso do papel que eu mesmo
Lhe havia regalado para que escrevesse
(Não pensei que seria para mim), dada a esmo
Papel com uma aguada em nanquim, cinza
Suave como minha mãe, sua letra frote,
Seu desejo de notícias, lenço ao ar, leve...
E a carta veio de novo anos depois ela morta
Coincidência no dia das mães, a mesma!

O arco lança a flecha e a ferida que causa
Não mais lhe pertence, ao arco, não mais
Meus pais em seu tempo abandonaram a vida
Deixaram-me como um dia os deixei e vivi.

Agora é a vez de meus filhos perto e distantes
Porque mesmo a meu lado eles são eles
E são deles os momentos novos como meus
Seguem os meus momentos e livre sinto eles
Livre como eu em suas prisões ou liberdades.
                      Em 21/10/17, recebam um abraço poético de Aureo Augusto


terça-feira, 10 de outubro de 2017

BIBLIOGRAFIA DA AULA 10 CURSO MEDICINA DA VIDA

Isabele Pio e Cynthia Barbosa, Corantes, in Boletim BROMATOLOGIA EM SAÚDE, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ficha de informações de segurança de produtos, de uma empresa de corantes.

Índice Terapêutico Fitoterápico (IPF), Ângela Lima (editora científica), EPUB, Petrópoles-RJ.

Inventário de Plantas Medicinais do Estado da Bahia (responsável técnico: Carlos Alberto da Fonseca), SEPLANTEC, Governo do Estado da Bahia, 1979.

BALBACH, Alfons, As Plantas Curam, São Paulo: Ed. A Verdade Presente.

BELMÉ, François, Plantas Medicinais. São Paulo: Ed. Hemus, 1978.

FONSECA, Carlos Alberto da, Plantas Medicinais da Bahia, volI. Salvador-BA: Ed. Particular, 2006.


Thompson, A. R., Guia Prática Ilustrada de Las Plantas Medicinales, Ed. Blume, Barcelona - Espanha, 1980.